laboratório

experimentos e reflexões para a poesia da escrita e do olhar livre 

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tem um pedaço que mora em mim de ver as coisas pelo avesso

se serei enganada nesta ficção?

que história tu pertences?

Eu viverei aquilo que como

...e que me come

sou devir

me transformo

apago as luzes pra não ver

partituras lampejam

afetos me sopram

se um raio de luz me partir

serei sombra e explosão

tem lua que me sorri

rio que me lava

de toda água sobra-me

ainda constelações da matéria

corpo findo mas

amplo quando dança

Se na rua vir algo que cintila

guardo pra mim e pra ti

são camundongos à espera de toda festa

Enquanto isso dou as mãos

aos fantasmas

velhos companheiros da alma

que almeja perecer

da vontade

nasço e morro

sem

fim


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